Notícias
15/04/2019

Nota de repúdio à truculência policial em Goiás



A professora do IF Goiás – Campus Águas Lindas e coordenadora geral do Sinasefe, Camila Marques, foi vítima da truculência de policiais civis em sala de aula. “Eles entraram e começaram a revistar os alunos e agindo de forma grosseira e só diziam que ‘é sigilo, é sigilo’. Comecei a filmar a ação deles, foi quando disseram que eu seria presa. Minutos depois, outro policial disse que eu poderia continuar filmando, mas que iria como testemunha para a delegacia”, contou.

Ao perceber que ela e três alunos seriam levados em uma viatura descaracterizada, ela se recusou e disse que queria falar com o advogado. “Os policiais tomaram meu celular, me machucaram, me algemaram e me levaram para a delegacia. O caminho todo ouvindo ameaças, dizendo que seria ‘tratada como deveria’. Além disso, os alunos, menores de idade, foram levados sem  acompanhamento de representantes da escola, sem os pais, sem responsável legal”, informou Camila.

A coordenadora geral do Sinasefe Sergipe, Débora Lima, que está em Goiás representando o Estado em atividades, presenciou a situação. “Foi tudo muito horrível. O desrespeito, a grosseria, a truculência. Durante o tempo que eu estava lá uma mãe de um dos alunos apreendidos chegou e foi tratada de maneira desrespeitosa inclusive pelo diretor da escola, levaram o filho dela menor de idade pra delegacia desacompanhado e sem aguardar a presença dos pais”, lamentou.  “É um absurdo uma situação dessa acontecer com estudantes e professores que, coincidentemente ou não, tem ligação com movimentos sociais”, observou Débora.

A Polícia Civil de Goiás informou que estava no campus para apurar denúncia de que haveria um atentado como o que ocorreu, em março, na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP). “Nada justifica a truculência. Nada justifica a violência. Repudiamos todo e qualquer ato de desrespeito aos nossos direitos e à dignidade humana”, afirmou Débora.



Gostou? Compartilhe a nossa luta!