Nos dias 30 e 31 de julho, aconteceu em Brasília o Grupo de Trabalho (GT) de Carreira do Sinasefe. A Seção Sergipe esteve representada por Auxiliadora Moreira (representante da base e dos técnico-administrativos) e Antônio Santiago (representante da Diretoria Executiva e dos docentes).
No primeiro dia, o evento debateu pautas docentes, passando por temas como remuneração, estrutura da Carreira e o cumprimento dos termos de acordo da greve, destacando itens como a regulamentação da Atividade Docente (RAD) e o controle de frequência e ponto eletrônico.
Santiago destacou a necessidade de efetivação da RAD. “O MEC assinou através de diretores de segundo escalão, a anuência sobre a minuta da proposta da RAD lá em 2024, durante o período da greve, e quando chegou nas mãos do escalão maior, do Ministério da Educação, esse documento está parado, e sabemos que servidor sem regulamentação é análogo a um processo de escravidão, porque se eu não tenho limites de trabalho, a chefia pode cobrar sem limites. Então, é importante que todos nós conheçamos os parâmetros da RAD e que ela seja efetivada para que a gente tenha uma carreira com parâmetros plausíveis”, destaca.
Para conferir as pautas trabalhadas com detalhes, clique: https://sinasefe.org.br/site/gt-carreira-evento-comeca-debatendo-pautas-docentes/
O segundo dia foi voltado para as discussões da Carreira TAE. Pendências da greve de 2024, Reconhecimento de Saberes e Competências para Técnico-Administrativos em Educação (RSC-TAE) e recomposição salarial foram alguns dos temas trabalhados.
“Tivemos a oportunidade de discutir o documento orientador e de contribuir com as discussões que levaram à aprovação dos encaminhamentos propostos”, compartilha Auxiliadora.
Confira as deliberações do segundo dia de evento: https://sinasefe.org.br/site/gt-carreira-evento-encerrou-trabalhos-com-debates-sobre-pautas-dos-taes/
Precedida pelo GT, de 31/07 a 02/08 aconteceu a 211ª Plenária Nacional do Sinasefe, ainda em Brasília. Auxiliadora e Santiago deram continuidade à sua participação na capital federal, dessa vez como delegada e delegado da Plena, respectivamente.
O evento contou com Mesa de Conjuntura e aprovou a carta final e os encaminhamentos do 3º Encontro de Negras, Negros, Indígenas e Quilombolas (ENNIQ). Também foram apresentados e aprovados os encaminhamentos do 4º Encontro Nacional de Mulheres do Sinasefe.
“Tive a oportunidade de falar na Plena e destaquei o momento potente vivenciado por nossa seção quando da retomada do GT Mulheres, destaquei o motivo do nome que foi dado ‘Margaridas’ em homenagem a Margarida Rolemberg, relatando quem ela é e a importância deste momento para Sergipe”, compartilha Auxiliadora.
Santiago também destacou os debates sobre orçamento e financiamento da Rede Federal. “A conjuntura para o próximo ano é bastante sensível. O cálculo feito para a necessidade de aumento dos investimentos para manter a estrutura da Rede Federal de Educação apontou que eram necessários R$ 40 bilhões em 2026, mas esse valor não foi acrescido. Para 2027, infelizmente, o MEC solicitou apenas R$ 17,9 bilhões. Ou seja, se em 2026 precisávamos de R$ 40 bilhões, em 2027, com a inflação acumulada e toda a depreciação natural, a repetição desse valor seria, no mínimo, o ponto de partida”, destaca.
A Plenária aprovou ainda os encaminhamentos discutidos no GT Carreira e encaminhamentos gerais, como a produção e envio de Carta às Candidaturas de Esquerda à Presidência da República nas eleições de 2026.
Para conferir todos os encaminhamentos, acesse: https://sinasefe.org.br/site/211a-plena-aprovacao-dos-encaminhamentos-foram-o-destaque-do-3o-dia-do-forum/.
Durante os dias de GT e Plenária, o Sinasefe realizou o Sinasefinho, espaço desenvolvido para crianças e adolescentes com atividades educacionais e lúdicas, que permite que mães e responsáveis participem das atividades políticas e sejam incluídos em todos os espaços.
Auxiliadora esteve acompanhada de seus dois filhos, que vivenciaram a experiência. “Destaco a importância da existência/garantia do Sinasefinho e afirmo que ele é fundamental para a garantia da participação dos responsáveis pelas crianças que se fizeram presentes nos debates e palestras. Pois não se trata apenas de um espaço de diversão, ele vai para além do lúdico, sendo também a extensão das formações educacionais políticas das crianças”, conclui.